O nascimento do mangá

O nascimento do mangá

O nascimento do mangá
Em 1814 nasce o termo mangá por intermédio do artista Katsushita
Hokusai, extremamente notório no Ocidente por suas gravuras ukiyo-e 86.

Entre 1814 e 1849, Hokusai lançou um conjunto de obras em 15 volumes
pintando cenas do dia-a-dia que o rodeava. Estas caricaturas de época receberam o nome de Hokusai Mangá e concebem os primeiros passos das
charges e das histórias em quadrinhos no Japão.
Com o advento da Era Meiji87 na segunda metade do século XIX,
o Japão saiu de um isolamento cultural de 200 anos e passou a ter maior
contato com o Ocidente, procurando o mais rápido possível assimilar
tecnologias, costumes e ideologias que vinham do estrangeiro.
Ainda no mesmo período destacou-se o trabalho do inglês radicado
no Japão Charles Wirgman, que em 1862 criou a revista de humor “Japan
Punch”, abrindo através das charges políticas um novo tipo de arte cômica aos japoneses e a obra de Rakuten Kitazawa (1876-1955), que criou os
primeiros quadrinhos seriados com personagens regulares e batalhou pela adoção da palavra mangá para designar histórias em quadrinhos no Japão.
Osamu Tezuka (1926-1989) foi o criador do estilo de desenho que
retrata as pessoas com olhos grandes e brilhantes e influenciados pela obra de Walt Disney e pelo cinema europeu, já na década de 40 ele adaptava para a linguagem dos quadrinhos as técnicas do cinema como “close-ups”, “long-shots” e “slow-motion”, revolucionando a narrativa quadrinhística e fazendo com que os leitores se envolvessem mais com as
histórias que criava.

Com as dificuldades da guerra e as dificultosas condições de vida na fase de reconstrução deram a Tezuka uma visão mais humanista e universalista, visão esta que influenciou constantemente em suas criações
como “Phoenix”, “Buddha” e “Jumping”.
As principais características do mangá foram definidas por Tezuka, como as exageradas expressões faciais e os elementos metalinguísticos (linhas de velocidade, grandes onomatopeias etc.) e os enquadramentos cinematográficos para ampliar o impacto emocional.

mangá
O artista faleceu em 1989 e sua influência foi tão importante para
o gênero que é chamado de Deus Mangá. No ramo da animação, já havia
outras produções de desenhos no Japão, porém Tezuka foi intitulado o
“pai” dessa indústria com obras que marcaram a cultura nipônica.
Em 1877 surgiu a primeira revista japonesa de humor Maru Maru Shibun que durou 30 anos.
No Pós-Guerra o mangá foi modificado estruturalmente com produções específicas para o público adolescente, dividindo-se por sexo e faixa etária: garotas e rapazes abrangendo uma faixa etária de 12 a 18
anos.
Outro diferencial é que as revistas de HQ, conforme a faixa etária
a que se destina contém de 100 a 500 páginas fugindo do formato tradicional americano.88
Posteriormente foi dito sobre a divisão de faixas etárias, atualmente as editoras ainda seguem essa divisão da seguinte forma:

se da adolescência e com um enorme sucesso de venda na década de
1970 e 80. Com uma faixa de quase 50 títulos, o êxito deveu-se muito à
identificação do público leitor feminino e as histórias contidas nas revistas com a exploração máxima de enredos melodramáticos e o clima de
romantismo. A temática é variada sempre enfocando amores impossíveis,
separações e rivalidades entre amigas.

Revistas infantis: Revistas de cunho didático se denominam shogaku e possuem uma variedade imensa de temas abordados que vão desde assuntos escolares, hobbies e até conselhos úteis aos mini leitores. Na
parte central da revista há a inclusão de uma história em quadrinhos versando sobre aventura, lendas antigas do país, histórias cômicas etc.
Como forma de entretenimento, as revistas infantis direcionam a
criança não só para o aprendizado, mas também para sua inserção na sociedade japonesa lembrando-as sempre do respeito aos mais velhos, como se comportar e a memorização das datas comemorativas do país entre
outras atividades.
Revistas masculinas: nomeadas de shōnen mangá tem como público, alvo rapazes adolescentes. Na revista Shōnen Jump seu conteúdo,
além dos quadrinhos, apresenta reportagens sobre esportes, artistas, competição entre escolas e novidades na área de brinquedos, robôs e vídeo games.
Os Shōnen mais conhecidos atualmente são: Dragon Ball, Digimon, Yu-Gi-Yo, One Piece, Bleach, Death Note, Os Cavaleiros do Zodíaco, Naruto etc.
A produção editorial japonesa não contempla apenas essas faixas
definidas por sexo e idade, considera também mangás para adultos em
diversas modalidades.
Esta categoria de sarariman mangá (do inglês salaryman) é para
garotas e garotos que saíram da adolescência. Também a terceira idade é
contemplada com situações cômicas de comportamento de “tias” e “avós” com revistas especiais dentro desta temática. Nesta mesma categoria
encaixa também as revistas de Hentai (mangá ou animê pornô).
Com a introdução de desenhos mais realistas nas revistas femininas, o público masculino tem se desviado para as revistas do shojo mangá e muitos rapazes cansados de ler histórias muito violentas preferem
esporadicamente ler algumas aventuras românticas do mangá feminino.
Fonte: filologia

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